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Modelo Biomecânico (Pedretti 1990)

 

 

 

Este modelo tem por base quatro princípios, o primeiro defende que as actividades com objectivos definidos poderão ser utilizadas para tratar a perda de amplitudes de movimentos, força e resistência.

O segundo princípio diz que logo que se recupere a amplitude de movimento força e resistência, o indivíduo terá facilitada a recuperação da sua função.

O terceiro princípio, é um princípio de repouso e stress, primeiro o corpo repousa para se recuperar, logo as estruturas periféricas devem estar em stress para recuperarem a amplitude de movimentos, força e resistência.

O quarto e último princípio diz que o modelo biomecânico beneficia mais indivíduos cujo SNC se encontra intacto. Os indivíduos podem ter diminuição da amplitude de movimentos, resistência e força, mas podem ter habilidade para desempenhar movimentos separados e simples.

Na intervenção da Terapia Ocupacional o modelo biomecânico é utilizado aquando da avaliação, na utilização da goniometria para medição de amplitudes de movimento, quando se recorre ao teste muscular para avaliar a força ou quando se avalia o endurance.

No tratamento recorre-se ao modelo biomecânico quando se prescrevem, desenham, fabricam e se procede ao treino de ortóteses, na análise biomecânica, quando se modificam tarefas para atingir um fim terapêutico, nas adaptações efectuadas com a finalidade de compensar funções perdidas ou diminuídas ou aquando do uso de actividades de trabalho simuladas e reais de modo a melhorar a condição física e a capacidade do indivíduo para realizar tarefas específicas.

 

Marco Nobre

2004

 

 

 

 

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