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Imprensa Recortada
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Novo equipamento de
terapia ocupacional revoluciona a reabilitação de crianças com
necessidades especiais
A Associação Renascer e a Hoken
International Company Ltda firmaram uma parceria, dentro do programa
Empresa Solidária, na qual a empresa disponibilizou recursos para a
manutenção e ampliação dos projectos sociais da entidade. Como
resultado, a associação adquiriu um novo equipamento para terapia
ocupacional, o Standarte, considerado hoje a mais moderna tecnologia
nesse segmento.
A terapeuta ocupacional da entidade
avaliou diversas crianças que já realizavam a reabilitação clínica na
Associação, para sua inclusão neste projecto. Actualmente, 15 crianças,
de 0 a 6 anos, principalmente com paralisia cerebral e múltiplas
deficiências, são atendidas em sessões individuais de 40 min.
http://www.hoken.com.br/empresasolidaria.shtml
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Peniche
Terapeutas
ocupacionais reuniram em congresso nacional
Francisco
Gomes
Repórter Digital
No
passado fim-de-semana, os Terapeutas Ocupacionais de Portugal reuniram-se
no seu 4º Congresso Nacional no Atlântico Golf Hotel, em Peniche. Sob o
lema “Percursos e Identidade”, foram debatidos e expostos temas desde
a “Intervenção em Terapia Ocupacional” à Investigação e Ensino,
sem esquecer as Áreas Emergentes ou a Identidade e Representação Social
dos Terapeutas Ocupacionais.
Este evento contou ainda com uma intervenção de Jon
Wright, da Universidade de Brighton, com uma demonstração de dança com
cadeira de rodas efectuada por My Ang Chen, e Eric Bus, da Holanda e com
uma actuação do grupo de capoeira do Núcleo da Região do Norte da
Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral.
O objectivo da Associação Portuguesa de Terapeutas
Ocupacionais (APTO), ao organizar este congresso, foi o de oferecer a
todos os terapeutas ocupacionais portugueses a oportunidade de partilharem
experiências reflectindo sobre o seu percurso e identidade profissional e
de delinearem estratégias para o crescimento, desenvolvimento e maior
visibilidade da profissão, no nosso país, pois embora a Terapia
Ocupacional tenha cerca de 40 anos de existência em Portugal, ainda é
desconhecida pelo público em geral.
Actualmente existem cerca de 900 terapeutas
ocupacionais em Portugal formados pela Escola Superior de Saúde do Alcoitão
e pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto. O número de
terapeutas ocupacionais que se formam, anualmente, nas duas escolas é, no
entanto, insuficiente quer por comparação com os rácios europeus
(Portugal – 1 terapeuta/ 14 286 habitantes, Europa – 1 terapeuta /
3846 habitantes) quer em relação às necessidades do País. Devido a
estes factos é crescente o número de terapeutas ocupacionais espanhóis
que vêm trabalhar para Portugal. Mesmo com esta entrada de terapeutas
espanhóis, continuam a ser muitas ofertas de emprego que não têm
resposta.
Desde a formação dos primeiros terapeutas
ocupacionais, em 1960, em Portugal, até à actualidade a Terapia
Ocupacional tem acompanhado a evolução verificada na Europa e na América
do Norte. A Terapia Ocupacional tem produzido nos últimos anos um corpo sólido
de saberes específicos desta área científica. O facto da APTO ser
membro efectivo do COTEC (Council of Occupational Therapists for the
European Countries) e da WFOT (World Federation of Occupational Therapists),
e de um elemento da sua direcção fazer parte da direcção do ENOTHE (European
Network of Occupational Therapy in Higher Education), facilita a actualização
da profissão em Portugal. A APTO participa em todas as reuniões destes
órgãos, tendo um papel activo na definição das directrizes para o
desenvolvimento da profissão aos níveis europeu e mundial.
A APTO quer promover o crescimento da profissão em
Portugal mantendo os padrões de qualidade na formação e no exercício
dos terapeutas ocupacionais!
Neste Congresso foram apresentados e discutidos
conceitos teóricos mais actuais da profissão a nível mundial. Com um
programa científico diversificado, foi apresentado e discutido o que há
de mais actual na área do ensino, investigação e da prática da Terapia
Ocupacional, com um complemento de relatos na primeira pessoa de experiências
profissionais gratificantes e enriquecedoras.
Jon Wright, da Universidade de Brighton, Terapeuta
Ocupacional, pós-graduado em Ciência Ocupacional pelo ENOTHE, veio
apresentar a relação da Ciência Ocupacional e a Terapia Ocupacional
abordando uma visão Ocupacional sobre o Flow e a Privação Ocupacional.
A empresa de Tecnologias de Apoio Helping Again, trouxe
da Holanda My Ang Chen e Eric Bus, profissionais de dança com cadeira de
rodas. Ao longo do congresso orientaram 4 workshops onde demonstraram aos
Terapeutas Ocupacionais Portugueses algumas técnicas básicas desta
actividade.
O Grupo de Estudantes da APTO (GEAPTO) esteve responsável
pelo programa social. Para tal convidou a Tuna da Escola Superior de Saúde
do Alcoitão (ESSATUNA). Esta jovem tuna teve uma actuação brilhante no
jantar de convívio de sexta-feira à noite. Para a sessão de
encerramento houve uma demonstração de Capoeira de um grupo do Núcleo
Norte da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral que integra pessoas
com e sem deficiência.
in
oeste online
http://oeste.online.pt/noticias/noticia.asp?nid=5509
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Jornal de Noticias, 16 de Março de 2003
Terapias:
O mundo que existe por detrás da deficiência
Marta Neves
São crianças diferentes. E, por isso, o seu mundo é, também ele,
preenchido de contrastes e significados diferentes. Ao terem como condição
a deficiência, têm também necessidades especiais que mudam ao longo do
seu desenvolvimento. E é neste meio que a terapia ocupacional ganha um
valor acrescido.
Na Associação de Pais e Amigos dos Diminuídos Mentais de Penafiel
(APADIMP),
a jovem Sofia Charrua é a responsável por essa área. Num primeiro
momento, começa por desmistificar o seu campo de acção: "O meu
papel não passa por ocupar (tal como o nome sugere)o tempo livre dos
meninos. A minha actividade baseia-se no desenvolvimento de competências,
de desempenho motor, cognitivo e emocional para a satisfação das suas
necessidades". Na prática, o dia-a-dia de Sofia passa por orientar a
participação da criança ou do jovem em actividades , utilizadas de
forma criativa e terapêutica, para "alcançar objectivos tão
simples como serem autónomos na sua vida diária".
Os programas de intervenção, elaborados individualmente para dar
resposta aos problemas de cada criança, passam por diversas actividades.
O brilho dos olhos de Sofia intensifica-se quando fala dos progressos de
José Alberto no tanque da Associação. O meio aquático, acompanhado com
música, serve para este menino de nove anos como um relaxamento, já que
passa a maior parte do tempo fechado no próprio corpo, "numa espécie
de rejeição a tudo". A chorar. A essa técnica de facilitar o
movimento, dada a impulsão da água, Sofia associa outra que em breve
estará também à disposição das crianças: a hipoterapia, ou seja, a
terapia facilitada por animais. Através de cavalos, o estabelecimento de
uma relação afectiva e de confiança com o animal serve para que haja
progressos de ordem psicomotora, social e comunicativa.
Percorrendo os corredores da Associação, entramos numa sala preparada
para "suspirar e relaxar". Criada por holandeses, a terapia,
denominada "Snoezelen", permite a criação de experiências
sensoriais. Sofia explica que "não será por acaso que é a divisão
preferida pelos autistas", já que há um despertar dos sentidos
através da combinação de música, efeitos luminosos, vibrações suaves
e sensações tácteis.
A parte prática surge com a área "Música, movimento e drama",
em que se simulam actividades, dando-lhes a revelar uma espécie de
autonomia.
No fundo, "as pequeninas coisas" que se vêem, às vezes, muito
lentamente constituem "a sensação mais agradável" que Sofia,
com apenas 24 anos, pode tirar da sua profissão. Até, porque José
Alberto, durante a terapia ocupacional no tanque, ri.
in Jornal de Noticias, 16 de Março de
2003
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